Autores
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Denilson José Martins
UNIPAM - Centro Universitário de Patos de Minas
https://orcid.org/0009-0006-2908-2179
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Pablo Fonseca da Cunha
UNIPAM - Centro Universitário de Patos de Minas
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Luciana Carvalho
UFU - Universidade Federal de Uberlândia
Resumo
Objetivo: Analisar a influência da regionalidade na configuração das concepções de Estado e nação diante das dinâmicas contemporâneas da globalização, compreendendo-a como dimensão mediadora entre as escalas local, nacional e global e examinando seus efeitos sobre a identidade nacional, o pertencimento territorial e a organização estatal. Método: Trata-se de um ensaio teórico desenvolvido por meio de revisão bibliográfica de caráter exploratório e analítico. Foram sistematizados os conceitos de sociedade, Estado, nação, globalização, região, regionalismo e regionalidade, com base em autores clássicos e contemporâneos. A análise foi organizada em eixos temáticos, permitindo identificar convergências, tensões e complementaridades entre as diferentes abordagens e construir uma síntese interpretativa acerca das relações entre regionalidade, Estado, identidade nacional e globalização. Resultados: A análise demonstra que a globalização, embora intensifique fluxos econômicos, culturais, tecnológicos e políticos e reconfigure as relações entre território, soberania e Estado, não elimina as particularidades territoriais e as identidades regionais. A regionalidade manifesta-se pelas dimensões cognitiva, afetiva e conativa e atua na construção de vínculos de pertencimento, solidariedade e participação regional. Os estudos examinados indicam que identidades regionais e nacionais podem coexistir, sendo a regionalidade capaz de assumir simultaneamente caráter tensionador e complementar em relação ao Estado. Verificou-se, ainda, que o reconhecimento das especificidades regionais pode favorecer formas descentralizadas de organização política, políticas públicas territorialmente sensíveis e novas articulações entre interesses locais, nacionais e supranacionais. Conclusões: Conclui-se que a regionalidade constitui importante mediação entre o local e o global e não deve ser compreendida como elemento necessariamente antagônico ao Estado-nação. As identidades regionais podem integrar e ressignificar a identidade nacional, contribuindo para uma concepção de Estado capaz de articular unidade política e diversidade territorial. Em contexto de globalização, o local não desaparece, mas é reconstruído mediante relações de influência recíproca com processos globais. Assim, a regionalidade apresenta-se como dimensão relevante para a compreensão contemporânea da legitimidade estatal, da governança, da identidade nacional e das múltiplas escalas de pertencimento e governança.
Biografia do Autor
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Denilson José Martins, UNIPAM - Centro Universitário de Patos de Minas
Doutorando em Administração pela UFU/FAGEN. Possui graduação em Direito pela Universidade Federal de Uberlândia UFU (1992), Especialização em Direito Civil pela Universidade Federal de Uberlândia UFU (1999) e mestrado em Direito pela Universidade do Estado de Minas Gerais (2003). Atualmente é professor classe assistente I do Centro Universitário de Patos de Minas. Foi conselheiro seccional efetivo - Ordem dos Advogados do Brasil - Seção Minas Gerais e membro do Órgão Especial do Conselho da da Ordem dos Advogados do Brasil - Seção Minas Gerais por dois mandatos (2007/2009 e 2010/2012). Advogado atuante principalmente nos seguintes temas: Direito Penal, Direito Processual Penal, Direito Constitucional, Teoria do Estado e Ciência Política, e Direito Civil e Processual Civil.
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Pablo Fonseca da Cunha, UNIPAM - Centro Universitário de Patos de Minas
Doutorando no Programa de Pós-Graduação em Administração da Faculdade de Gestão e Negócios da Universidade Federal de Uberlândia – UFU, Mestre em Administração pela Universidade Federal de Uberlândia – UFU, Pós-graduado em Gestão Empresarial com ênfase em Finanças pelo Centro Universitário de Patos de Minas/MG – UNIPAM e Graduado em Administração pelo Centro Universitário de Patos de Minas/MG – UNIPAM, Ocupa o cargo de Assistente de Planejamento na Fundação Educacional de Patos de Minas – FEPAM, mantenedora do Centro Universitário de Patos de Minas/MG – UNIPAM.
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Luciana Carvalho, UFU - Universidade Federal de Uberlândia
Graduada em Ciências Econômicas (2000), mestre em Economia (2003) e doutora em Economia Aplicada (2013), todos pela Universidade Federal de Uberlândia (UFU), possui sólida formação acadêmica e ampla experiência nas áreas de Inovação, Empreendedorismo e Finanças, com ênfase em Gestão, Estratégia e Desenvolvimento Regional. Sua atuação profissional concentra-se em temas relacionados à inovação, ao empreendedorismo, à estratégia e às finanças corporativas, com foco no desenvolvimento organizacional e regional, bem como na aplicação prática do conhecimento científico. Desde 2013, é docente da Faculdade de Gestão e Negócios da UFU, atuando nos cursos de graduação em Administração, no Programa de Pós-Graduação em Administração (PPGA) e no Programa de Mestrado em Gestão Organizacional (PPGGO). No âmbito institucional, exerce papel estratégico na gestão da inovação universitária, sendo atualmente Diretora de Inovação e Transferência de Tecnologia da UFU e Parque Tecnológico da UFU (TECNOUFU).É responsável pela coordenação e implementação de ações estruturantes nos ambientes de inovação da Universidade, com destaque para a Agência Intelecto (Núcleo de Inovação Tecnológica da UFU), o Centro de Incubação de Atividades Empreendedoras (CIAEM) e o Laboratório de Inovação, projeto voltado à educação empreendedora com foco em estudantes do ensino médio e da educação básica. Coordena, ainda, o processo de criação e consolidação do Centro de Empreendedorismo e Inovação da UFU, atuando de forma integrada à promoção da cultura empreendedora e à transferência de conhecimento. No âmbito externo, é membro da Câmara de Inovação da FAPEMIG, contribuindo para a formulação e discussão de políticas públicas de ciência, tecnologia e inovação em Minas Gerais, e Presidente do Conselho Fiscal da Fundação de Apoio Universitária (FAU), exercendo funções de governança e gestão institucional. Sua trajetória evidencia liderança acadêmica e institucional, com forte articulação entre universidade, empresas e setor público, voltada ao fortalecimento dos ecossistemas de inovação e ao desenvolvimento regional.